Herdei jogos de chá e café de porcelana que pertenceram á minha mãe, peças antigas e queridas. Eram como flores petrificadas, porcelanizadas, intocáveis. Nunca serviram ao uso propriamente dito a ela, eram flores admiradas numa redoma de vidro.
Agora de vez em quando me sirvo delas no café da manhã ou no lanche da tarde, sempre que sinto saudades de minha mãe ou quando sinto saudades de mim ao lado dela; então a bela louça sai da cristaleira e vêm para a mesa. Estes pequenos momentos tornam a porcelana ainda mais especial ás vistas de companhia favorita ou eu mesmo sozinho que delas me delicio... Desse modo, cultivo o prazer de estar em casa e com afagos assim, afogo tristezas e algum descontentamento.
Decoração tem esse poder transformador, nessa mesma proporção, é capaz de tornar o ato de um simples cafezinho na apreciação prazerosa de um grande momento. Foi exatamente esse universo rico e atraente que me conquistou para a profissão.
Onde experimento diariamente a aquisição promissora de tornar deslumbrante, encantadores e felizes todos os momentos vividos em casa.Marcos Segala

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