segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Vendendo os meus feiches

        
         Quem diria que um canteiro de obras num projeto inacabado, poderia possuir tanta força do belo traduzido por um artista apenas acendendo uma luz condizente e transformando o sombrio, num lugar de aprazível contemplação... Esse é o tipo de propaganda que agrada!



               

              Isso me fez pensar que a " Propaganda é a alma do negócio " É a chamada pra um negócio realizado; Quantas vezes esses carros de som que a todo o volume passa á minha porta, logo quando o menino acabou de pegar no sono...  e alguém lá na rua anuncia um produto e faz estremecer tudo aqui dentro! Obrigando a aumentar o volume para poder ouvir o que se diz dentro de casa... 




          As vezes até interesso por um produto anunciado, mas desisto, ocupado pelo estrago que a propaganda fez... Não sei se é eficiente esse tipo de anúncio... Pôr a criança pra voltar a dormir, impede que correndo até ao portão, alcance o carro de som na rua e gritando pra ele que já vai longe, na esperança que ouvindo eu requeira o seu produto.  Aí o cara venderia. E eu compraria satisfeito!


No entanto a primeira imagem, aquela do canteiro de obras, 
deteu o meu caminho, parei tudo o que estava fazendo, aturdido pela imagem impactante! A beleza da foto me prendeu a vista e passei a admirar o belo em coisas que alguém veria ordinárias do serviço grosseiro e comum. Fiquei hipnotizado , emolduraria a arte contida na foto porque a mensagem de luz me acertou em cheio. Quis eternizar a imagem comigo na concupiscência dos meus olhos detido... Mas não ver o belo por causa do escuro, como imaginar a luz cego ver.
Alguém com olhos abertos passou por ali e registrou em foto o que viu e me fez ver o que ele viu. E eu vi.


A propaganda pode induzir alguém a comprar, ela faz o desejo existir, a facilidade nos faz comprar qualquer coisa só pelo bem de possuir, pra depois descobrir que a gente nem precisa assim de tanta coisa... 



Naquele ambiente, pode até haver alguém aborrecido, alguém de um amor esquecido, adoecido, alguém tomado por dívidas, preocupação, perturbação inserido; mas quem vê a olhos nus o que foi visto, vê, é dono de uma visão interior que muda as coisas que vê. Como pensar noutra coisa a não naquele na luz que ilumina!



Decoração tem disso, daquilo que se viu la dentro iluminado 
se torna num visível acendido.


Não há um assento se quer na foto do ambiente que é de trabalho sem paradas descansadas por ali, mas penso que trabalhar num "ambiente" visto como o artista viu, me faz pensar no prazer de quem trabalha ali. A escuridão pode afugentar os mais sensíveis, crianças não alcançam o belo no assombro!





Na televisão eu posso mudar de canal ou interromper o volume,  por momentos como surdo ouvir os meus próprios ruídos, numa revista posso passar a página, mas diariamente estabeleço contato com anúncios programeiros, programados, não atendo a todos, mas  de alguns sou refém comprando alegremente o que me é oferecido.  Que bom que o anúncio vem quando o encontro é preciso... Quando a propaganda oferece essa ponte, fonte de suprimento adquirido.



Todos temos algo a oferecer, minha rede de amigos tornou-se num jornal de reclames-consumo... Consumo vendendo o meu peixe aos olhos de todo mundo. Façamos um projeto de luz!


Marcos Segala

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Gosto não se discute!

      


"Narciso acha feio o que não é espelho"


        Se todo mundo tem bom gosto, de onde vem o mau gosto? Por certo se o bom gosto existe, existe também o mau gosto que por sua vez vai bem ao gosto de alguns.




    Então se eu pudesse filosofar sobre o assunto certamente chegaria a conclusão de que há lugar pra todos os gostos que se veem por aí... Talvez seja correto pensar que o que acontece mesmo é de se encontrar uma boa peça no lugar errado. Já vi alguém trabalhando um simples tecido de chita como se fosse uma forração de seda, mas já vi também muita seda desperdiçada como se fosse trapo de limpeza.




       Bom gosto tem a ver com elegância, esmero, refinamento, aperfeiçoamento, acabamento, arremate, sutileza, delicadeza primorosa. 





      Digo isso pensando no fato de que quando entramos num ambiente pela primeira vez, quase sempre percebemos de imediato o gosto que domina o lugar. E se há coisas pouco elegantes são logo denominadas como peças de gosto duvidoso. Todos nós sabemos fazer distinção entre o que é de bom tom e o que "borra" a decoração. 



        Geralmente são classificadas como de mau gosto as flores de plástico, os pôsteres de fotos, plantas artificiais, algumas bugigangas das lojas de 1,99, alguns tipos de artesanato ou trabalhos manuais, as colagens, as reproduções de obras de arte famosas, as imitações grosseiras de peças valiosas, (aqui se inclui as cópias mau feitas das peças de design, cadeiras de mau entalhe, poltronas sem a devida ergometria da original) e por aí vai... 


     Gosto de encontrar o belo na simplicidade, cerco-me de coisas singelas e poesia. Não me atrevo a explorar a opulência, a extravagância e a ostentação, embora não sejam sinônimas de todo, me dizem ao certo a mesma coisa. Desgosto de lugares constrangedores onde a gente por mais elegante e sutil que seja, se sente pouco à vontade. 




         Não adquiro nada propriamente pelo preço, e decididamente, penso que é loucura, comprar uma calça de novecentos e noventa e nove reais e não ter um bom sapato para acompanhar a combinação. Ou de que vale um cromo alemão com as meias rotas? Bom é o que me cabe no bolso, minha roupa, meu aparelho celular, minha casa e a mobília que me traz algum conforto.  





        A casa cercada de peças que foram herdadas somadas a peças que se trouxe de viagem, bons móveis que foram reformados são cúmplices de velhas e boas histórias da vida da gente. Isso não tem preço, é bonito e é bem vindo ao gosto decorativo da nossa casa.





        E ainda bem que em se tratando de decoração, a democracia do uso de peças de todas as categorias tem passe livre! Foi-se o tempo em que as salas de estar eram trancadas e enclausuradas, um lugar opressivo para a família, para as crianças e o espaço só era aberto quando chegava alguma visita... Hoje as salas são abertas para o proveito de todos em casa. Não há cômodos setorizados e obsoletos, a mesa posta é um convite diário ao desfrute. 





       Acredito que bom gosto é isso, o refinamento de uma casa usável, desejável, convidativa, apreciada, contemplada, aberta, arejada, cheia de vida, cheia de bossa, cheia de gosto pela vida! 

Marcos Segala

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O luxo da Simplicidade



Uma casa abraçada pelo verde da mata...


a bela possibilidade de um projeto de arquitetura preservando o verde! Sem conflitos!


srilanka_casa_villa_vista_06 Revista L+D



porque iríamos discutindo 
ao que chegamos
gritos
indo e vindo
se cada um tem o seu espaço
garantido
definido
nervos de aço
a flor da pele
perigo
calor
sol a pino
arena
conflito
desliguei essa janela 
deletei essa imagem 
da tela
empurra - empurra
encurralado
bois no pasto
eu seria
sempre
o menino
o cordeiro filho
ovelha 
do teu pasto 
tenho sido...
Eu sou

Marcos Segala

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Atribuindo cor na decoração







         Valorizo a informação técnica mas penso que ela é guia para orientar o  autor do projeto e não para quem me chama para elaborar com ele um ambiente proposto. Prendo-me exatamente a isso quando chega a proposta de um novo ambiente. 



     Na verdade, sei que o projeto não é concebido por mim sozinho, mas por quem decide comigo, conceber o projeto. E como cor tem a ver com gosto pessoal, o que conta é o gosto de quem vai usufruir das cores que pontuam a decoração. Eu fico com a parte de harmonizar as cores entre si e pontuá-las de modo agradável e simples.

       Trabalhando com cor, não posso ter preconceito com nenhuma delas. Gosto de cores em geral. Como o colorido vibrante que compõe uma tela em branco, todas são bem vindas á medida em que são necessárias no seu aparecimento e sua dosagem. O contraponto entre elas, cores frias e cores quentes; um estudo aprimorado do ambiente em si; quanta luz natural banha o espaço, e o propósito oferecido pela cartela de cores, nos ajudar a decidir que cores serão usadas e como a cor lida com o emocional, mental e visual de cada pessoa.


   De modo geral, trabalho com uma base neutra, piso, tecidos, paredes, mobiliário dominante e deixo o colorido para o complemento da decoração. A cor pode aparecer na escolha do papel de parede, obras de arte, almofadas, tapetes e objetos decorativos. Assim fica fácil mudar, trocar ou introduzir algum elemento se a gente cansar com o tempo. Uso a cor em perspectiva a fim de apreciá-la cada vez que ela se sobrepõe no ambiente.  Quebrando a monotonia de um projeto monocromático pincelando aqui e ali a vibração do colorido de que mais se gosta.


















     Por fim, lembro que cor tem a ver com luz. Ausência de luz, ausência de cor... A luz faz toda a diferença no ambiente! A luz natural é sempre a melhor, mas quando chega a noite, o aconchego e clima aprazível fica por conta da iluminação proposta por luminárias, abajures e projeto luminotécnico bem feito. Por isso a luz é também um aliado fortíssimo na hora de pensar em colorir a casa. Mas vamos deixar o assunto do uso da luz para um outro ponto de conversa. 









Fique bem, fique bem colorido...

Marcos Segala

terça-feira, 10 de novembro de 2015

especial sobre cortinas





































           Pensar um pouco no porque uso cortinas, me leva a decidir o quero delas, fica fácil estipular o propósito, a cor, o modelo,quando parto sempre do primeiro ponto de como usufruir das mesmas...

      Elas me tornam imune do olhar indiscreto de um vizinho, mantêm a minha privacidade mesmo em dias de festa, fica tudo protegido como o filtro solar protege a pele exposta ao sol, como os óculos escuros me permite os olhos abertos e a me preserva a vista... 





    Pode ser apenas uma gaze pendurada, um voal levinho esvoaçante poetizando comigo o tempo em que fico em casa... Pode ser de linho ou algodão resistente, se a insolação for persistente, poderá ter um blackout para o feriado ou dias de domingo me permitindo um tempinho mais na preguiça gostosa e merecida abraçado entre lençóis já manha e meia vindo. 

     


     Também cumpre o papel de fazer sobreviver os pisos de madeira, os móveis, os tecidos, não apenas o calor do sol exposto, mas a incidência acentuada de luz, desbota, trinca, abre sulcos visíveis nas madeiras maciças, geralmente de moveis de família, poltronas e cadeiras e peças não laminadas. Isso quando não descola o papel de parede e apodrece as fibras dos tecidos e telas e obras de arte... Portanto, as cortinas dão vida longa a parte interna da casa, resguardam do calor externo e trazem um aconchego inconfundível. Alem de servir de isolante térmico, também funcionam como isolantes acústicos.



         Procuro fazer aliadas com a decoração, a proposta fidelizada do uso do ambiente acortinado. Há soluções possíveis inclusive para quem é alérgico... Meu gosto pessoal me guia, mas fico atento ao que o mercado oferece, a escolha de cores que predominaram no projeto, ao estilo combinado com as peças e mobília, as tendencias do mercado são importantes porque alcanço o que há de mais inovador em termos de tecidos coordenados, e os selos de sua fabricação sustentável também me interessa... Afinal uma casa consciente de seu lugar no mundo pode começar com o que pomos em nossas janelas de vidro transparente.


Algumas ideias visuais de como as cortinas podem ser:



cortina de algodão em dois tons
                                              


prega macho
                                                



 prega americana 
                                                                 





prega fêmea



persiana rolô gira-luz
                                                             

persiana rolô


                                                                     


persiana horizontal
                                                               



persiana tipo painel
                                                                   


persiana rolô tela solar



 persiana  romana com chale lateral
                                               



persiana romana com cortina de voal





persiana vertical 




                                                                                             cortina com blackout

Marcos Segala